Chambord é o maior castelo do Vale do Loire, iniciado em 1519 como pavilhão de caça para o jovem Francisco I e continuado por sucessivos reis até ser concluído por volta de 1547. É a expressão máxima do primeiro Renascimento francês: uma torre de menagem simétrica de pedra branca envolvida por um fantástico conjunto de telhados com torreões, águas-furtadas, uma lanterna central e 282 chaminés, inserida num parque amuralhado de 52,5 quilómetros quadrados — o maior parque fechado da Europa, rodeado por uma muralha de 31 quilómetros.
No seu coração encontra-se a escada em dupla hélice aberta — duas espirais que se enrolam à volta de um núcleo oco, permitindo que duas pessoas subam sem nunca se encontrarem — há muito associada a Leonardo da Vinci, que passou os seus últimos anos nas proximidades, em Amboise, sob o patrocínio de Francisco I. Se foi ele quem a desenhou permanece em debate, mas muitos estudiosos atribuem-lhe o projeto da escada central. O castelo tem 440 quartos e 84 escadarias, mas o próprio Francisco I ali permaneceu apenas sete semanas ao longo de todo o seu reinado: Chambord foi construído para ser visto e para acolher a caça, não para ser habitado.
O castelo e o seu parque pertencem ao Estado francês desde 1930. A maior parte do mobiliário original foi dispersa durante a Revolução e o século XIX, pelo que a visita é acima de tudo sobre arquitetura — a escadaria, os salões abobadados e os terraços no telhado, onde a corte outrora observava o regresso da caça através do parque. O bilhete é de data aberta: escolhe o seu dia, chega durante o horário de funcionamento e entra diretamente.